HISTÓRIAS DE TOCAR VIOLA

Espetáculo cênico musical

SINOPSE DO ESPETÁCULO

Na cidade de Campos da Memória o sr. Tututa da Viola tinha o prestígio de todo o povo. Muitos o procuravam para aprender a tocar viola, mas ele não ensinava, dizia que já que não havia tido filho homem, só aceitava passar aquele segredo a alguém que ele escolhesse no dedo.  Ao falecer a esposa a corda da viola quebrou, a madeira empenou e o violeiro se perdeu num mar de sofrimento sem perdão, até que morreu. Suas filhas vestiram-se de saudade e começaram a busca por uma nota, um acorde, das lembranças do pai, da mãe, de si mesmas.

 

RELEASE

 

Histórias de tocar viola é o novo trabalho cênico musical do grupo teatral Pontos de Fiandeiras. Existe a contação de histórias, que também constitui uma fonte de pesquisa do coletivo, mas aqui o grupo prefere dizer que se trata de uma “cantação de histórias”, posto que a música é que conduz a narrativa. Para a concepção desta proposta foram realizados estudos diversos acerca da Viola. O grupo conheceu artigos do músico e pesquisador Ivan Vilela, consultou também obras que trazem trovas e anedotas de Mário de Andrade sobre a viola “A moda é viola” de Romildo Sant’Anna e “Violeiros do Norte” de Leonardo Mota. Outra fonte de grande inspiração foi o documentário “A dama da Viola” que fala sobre a violeira Helena Meirelles.

Pela amplitude e riqueza do tema, viola, suas diversas expressões na cultura brasileira e acepções complexas, a dramaturgia, que fica sob a responsabilidade de Camila Shunyata e Vivian Darini, propôs para abordagem deste projeto um recorte. Neste, busca-se tratar de assuntos que a princípio dizem respeito ao meio rural para debater temas que são universais, tais como a relação de gênero no contexto da família, do trabalho, da sociedade; as relações cotidianas entremeadas pela música; os causos e crendices populares acerca da viola, o violeiro; as relações do adulto com a criança, os modos de ensinar e aprender; “Histórias de tocar viola” também explora questões sobre patrimônio cultural e tradição oral.

A música é parte fundamental da “cantação de história”, tudo é executado ao vivo pelo músico Humberto Lima e pelas atrizes Camila Shunyata, Roberta Marcolin Garcia e Vivian Darini.

 

 

FICHA TÉCNICA

 

CONCEPÇÃO E REALIZAÇÃO: Pontos de Fiandeiras

DRAMATURGIA: Camila Shunyata e Vivian Darini

 

DIREÇÃO: Pontos de Fiandeiras

 

DIREÇÃO MUSICAL: Humberto Lima

 

LETRAS E MELODIAS: Camila Shunyata e Vivian Darini

 

MÚSICAS: Humberto Lima

 

CENOGRAFIA/ ADEREÇOS/ FIGURINOS: Ana Paula Patrone e João Paulo Maranho

 

ELENCO: Camila Shunyata, Humberto Lima, Roberta Marcolin Garcia e Vivian Darini

 

PRODUÇÃO: Pontos de Fiandeiras

 

DATA DA ESTRÉIA: 01/10/2015

 

LOCAL: Sesc Santo André (Santo André – S.P.)

 

PÚBLICO: LIVRE

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