SOBRE O GRUPO

Do Algodão aos Fios...

As velhas fiandeiras e seus pontos apareceram-nos em um impulso criativo, surpreenderam-nos com sua sabedoria ancestral, o que revelou, a nós mesmas, as conexões que possuíamos com estas figuras arquetípicas. Sentíamo-nos cada vez mais próximas desta poética.

 

Relacionávamos cada descoberta cênica às nossas vivências.

Abria-se um portal para uma rede de ideias, analogias, poesias, textos e melodias que surgiam de dentro, das nossas experiências e subjetividades, e de fora, com as pesquisas que se fizeram, e se fazem, imprescindíveis ao longo de cada processo e com cada parceria que nasce.

 

As proposições cênicas emergiram como a Memória que quer fazer-se presente. Reminiscências descortinaram os cantos de trabalho rurais.

Nossos pontos emaranhados foram encontrar no Museu de Santo André uma vasta história sobre as tecelagens do grande ABC o que gerou novos pontos (a pesquisa tornou-se elemento norteador).

Não sabíamos lidar com o algodão, inicialmente só tínhamos posse de uma matéria prima: o desejo de investigar a linguagem teatral e realizar uma obra cênica que refletisse a respeito das diversas tramas que, aos poucos, fomos conhecendo, entre elas a trama da Memória que vem se tornando o mote para a concepção dos projetos do grupo.

Pontos de Fiandeiras compreendeu que no seu bordado mora a aspiração: estabelecer redes comunicantes, criativas, potentes, entre artistas, grupos, coletivos, das variadas linguagens que podem dialogar com o fazer cênico na cidade de Santo André e para além dela. Dos encontros entretecidos até aqui... Só temos a agradecer às fiandeiras e aos fiandeiros pela coragem de empreender este Bordado Coletivo que está se tornando o projeto do grupo.

 

 

Evoé, Baco! Que Dioníso e as Fiandeiras abençoem!

 

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